bends & ligados - técnica

TÉCNICA

 

 

Não posso abordar todos os exercícios de técnicas existentes, mas posso descrever aqui alguns dos mais usados pelos guitarristas que conheço. O interessante é sair a noite, em casas em que músicos se apresentam e observar a maneira como eles tocam. Prestar atenção e não desgrudar o olho deles. Foi assim que aprendi boa parte do que sei hoje, olhando. Assistir vídeos também ajuda a desvendar os mistérios escondidos em cada nota. Bom estudo!

 

 

 

ÍNDICE

EXERCÍCIOS CROMÁTICOS TRÍADES INTERVALOS HAMMER-ON E PULL-OFF
PALHETADA ALTERNADA TAPPING SLIDE PAUSAS
SWEEP ARPEJOS BENDS SALTOS
DOUBLE-STOPS CONTRA-TEMPO VIBRATO PEDAL-POINT

 

 

 

EXERCÍCIOS CROMÁTICOS

 

A escala cromática é baseada na seqüência de semi-tons, ou seja, todas as doze notas estão aqui. Utilizá-la como exercício técnico é um bom começo. Eu particularmente faço uso destas escalas como aquecimento antes de ensaiar ou numa apresentação.

 

 

Experimente outras combinações: 1,3,2,4    1,4,3,2  etc. Outras divisões rítmicas e outras regiões do braço.

 


 

PALHETADA ALTERNADA

 

A palhetada alternada deve ser treinada bem devagar, sempre mantendo o mesmo tempo e divisão rítmica. Segure a palheta da maneira que está acostumado (não existe nenhuma regra para segurar uma palheta - é muito pessoal). O legal é movimentar a palheta usando o pulso e não os dedos.

 

 

 

 


 

 SWEEP

 

Essa técnica foi bastante desenvolvida pelo guitarrista Frank Gambale, sendo que é possível aplicar o sweeping picking em arpejos e escalas. Procure sempre fazer este exercício com a guitarra limpa. Cada nota deve ser produzida de maneira limpa, sem ruídos ou sons esquisitos. Esta técnica consiste em palhetar numa mesma direção, o que pode aumentar muito a velocidade do seu solo.

 

 

 


 

DOUBLE-STOPS

 

Double-stops ou bicorde são grupos de duas notas tocadas simultaneamente, que criam um efeito bastante utilizado no blues, rock, funk, r&b, entre outros. Aqui, um dos aspectos mais importantes é tocar somente duas cordas em que estão presente as notas. Experimente vários intervalos: terças, quartas, etc... Dentro do rock'n roll e do heavy metal existem vários riffs feitos usando esta técnica.

 

 

 


 

TRÍADES

 

Uma das partes mais importantes e musicais da improvisação é o uso das tríades. É bom desenvolver tecnicamente uma grande gama de tríades ao longo do braço. Procure fazer inversões e descobrir novas sonoridades. Pra quem gosta de aventura, estudar tríades é um prato cheio de surpresas.

 

 

 

 


 

TAPPING

 

Largamente popularizado por Eddie Van Halen nos anos 80, esta técnica é na verdade utilizada desde o século XIX por violonistas clássicos. Muitos guitarristas utilizam o tapping por causa da sonoridade suave do som ligado, por permitir uma grande extensão melódica. Pra quem não sabe, tapping é tocar usando o dedo indicador e/ou médio para "martelar" a nota na casa desejada. Também conhecido como two-hands ou duas-mãos.

 

 

 


 

ARPEJOS

 

Arpejos significa tocar as nota de um acorde simultaneamente É uma parte importante de sua técnica, pois possibilitam que você toque mudanças e partes com uma velocidade considerável e com uma boa abertura melódica. Ajudam a enxergar melhor as notas no braço. Separei quatro exemplos sobre Dó: C7M   -   Cm7   -   Cm7(b5)    -    C7M(#5)     Experimente faze inversões, aplicar saltos e procure distribuir em todas as tonalidades.

 

 

 

 

 

 


 

CONTRA-TEMPO

 

Tocar em contra tempo deixa a gente um pouco pirado. Mas mexe com o sistema nervoso de quem está ouvindo. Muitos músicos fazem a festa tocando em contra-tempo. Procure aplicar nas escalas que você conhece, dando um colorido a sua música e saindo da mesmice.

 

 

 

 


 

INTERVALOS

 

Outro item importante e vital para seus solos. Aplicar melodias e frases com intervalos de terças, quintas, sextas, entre outros, funciona extremamente bem para deixar seus solos mais melódicos. Consulte <<padrões melódicos>>

 


 

SLIDES

 

Uma das ferramentas mais utilizadas pelos guitarristas, o slide consiste em ligar uma nota a outra escorregando o dedo pelo braço, dando a impressão de um fraseado vocal. Este exemplo ilustra uma escala pentatônica em progressão, utilizando a técnica de slide.

 

 

 


 

BENDS

 

Prepare-se para quebrar algumas cordas e desafinar sua guitarra no começo deste estudo. Bends consiste em ir de uma nota à outra tencionando a corda para cima ou para baixo. Podem ser feitos bends de meio-tom até dois tons e meio. Dependendo da bitola da corda que você usa, o bend pode ficar mais difícil. Aqui separei três exemplos de bend: de um tom, também grafado full no final da seta; de meio tom e um tom e meio. Existem outros tipos de bend, por exemplo o bend bend contrário  ou  reverse bend, que consiste e tensionar a corda sem palhetar, depois palheta-se e desce a corda (muito usado em country e blues).

 

 

 


 

VIBRATO

 

Vibrato, como o próprio nome já diz, consiste em vibrar as corda de maneira constante. Segure uma nota e vibre levemente o dedo. O guitarrista de blues B.B. King tem um vibrato inconfundível. Quando bem aplicado, pode trazer sentimento ao instrumento, dando mais alma à sua música.

 


 

HAMMER-ON E PULL-OFF

 

Podemos chamar este exercício apenas de ligados. Mas desde já é muito importante conhecer por estes nomes, já que no Brasil é muito difícil encontrarmos publicações sobre estes assuntos; e quando encontramos eles aparecem com esses nomes, portanto é bom começarmos a nos familiarizar com eles.

 

 

 

 


 

PAUSAS

 

Silêncio vale ouro!!! Como instrumentistas, nós nos sentimos culpados (pelo menos de vez em quando...) por tocar muitas notas. Precisamos lembrar (sempre, sempre!) que, geralmente, menos é mais. Basta pensarmos: não vou tocar dez notas quando apensa uma nota resolve tudo. Nós precisamos considerar o real significado desta frase: notas são uma maneira inteligente de ir de um silêncio para outro. Pense nisso." (Mick Goodrick).

 

Nós nem pensamos em respiração quando estamos tocando. Isto porque somos guitarristas e não saxofonista, trompetista. Uma boa dica é imaginarmos que tocamos instrumento de sopro, e a medida que respiramos não tocamos. Miles Daves agradece.

 

 

 


 

SALTOS

 

Também conhecida como string skiping, esta técnica consiste em pular uma ou mais cordas da guitarra. A corda que está sendo pulada deve permanecer em silêncio. Guitarristas como Paul Gilbert e Allan Holdsworth são mestres deste assunto.

 

 

 

 


 

PEDAL-POINT

 

Esta técnica consiste em usar uma nota para fazer os graves e outra para melodia. Um exemplo pode ser feito se você pegar a quarta corda (RÉ) e bater a cada tempo forte e fazer a melodia usando as três primeiras cordas da guitarra. Neste caso o pedal-point ou nota-balão será a nota RÉ da quarta corda solta.

 

Separei dois exemplos muito simples. Um na tonalidade de Sol maior e outro trecho de uma música minha, em Lá menor.

 

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bends & ligados - leandro panucci